 Durante muito tempo acreditou-se que as mulheres não tinham fantasias sexuais pois, como o sexo/prazer não fazia parte do repertório sexual delas, e como acreditava-se que elas não tinham necessidades eróticas,também a imaginação estaria resumida em pequenos sonhos caseiros. Mas, com o passar do tempo e a sequência de revoluções associadas aos costumes femininos, a autonomia sexual passou a ser mais aceita pela sociedade, e sua capacidade de fantasiar passou a ser estudada e com isso comprovou-se que ao longo do tempo as mulheres começaram a se expor mais quando o assunto é sexualidade, e com isso, contaram para o mundo que elas também imaginam coisas tradicionalmente consideradas assuntos masculinos! E, principalmente, que sentem muito prazer com essa imaginação. Os estudos tem nos mostrado que, quanto maior a capacidade de fantasiar das mulheres, maiores serão suas sensações eróticas e melhores seus orgasmos.As fantasias liberam as pessoas e no caso as mulheres, dos antigos preconceitos e armaduras protetoras e repressoras que sempre afligiram a sexualidade feminina. Através das fantasias, a imaginação floresce e permite que se crie situações mais ou menos reais, ou absolutamente irreais, que no dia-a-dia muitas vezes jamais se teria a coragem de realizar. E essa possibilidade de transgredir através da imaginação é um atrativo que traz um componente a mais , alimentando o desejo e dando um tempero nas relações afetivas e sexuais.Coisas que a ficção/imaginação permite e que geralmente na prática jamis faria parte da vida daquela pessoa. Bom, então, aqui vão as dicas do que foi visto em pesquisa sobre as fantasias sexuais femininas..... Alguns dados da pesquisa:
- AS MULHERES FANTASIAM DURANTE A RELAÇÃO SEXUAL: O modo de fantasiar e o tipo de fantasia influencia nitidamente a maneira com que homens e mulheres se relacionam sexualmente. As mulheres geralmente , seguindo um padrão velho conhecido de passividade, fantasiam situações em que outras pessoas estão lhe proporcionando prazer, ou seja, em que outras pessoas fazem coisas para elas. Enquanto os homens fantasiam com coisas que eles mesmos fazem para outros. Por isso, é muito excitante quando a fantasia é a troca de papéis, ou seja, eles imaginam receber e elas dar prazer. 71% das mulheres tem sonhos eróticos durante a relação sexual, e em tais situações o objeto da fantasia pode ser um/a outra parceria ou a própria parceria em um contexto erótico diferente. - A MASTURBAÇÃO É O MELHOR MOMENTO PARA A FANTASIA: As fantasias durante o ato sexual costumam ser mais esporádicas dos que as que aontecem quando se está sonhando acordada, ou, durante a masturbação. Quando se sonha acordada,as fantasias geralmente são mais elaboradas, com maior número de elementos para compor ambiente, lugares exóticos e enredos diversos.
Os acontecimentos do passado, os desejps reprimidos, situações temidas ou irrealizáveis são as principais fontes de inspiração para a criação das fantasias, em que a parceria ou alguém desconhecido são os protagonistas.
Descubra as fantasias sexuais das mulheres......para homens e mulheres.....! As fantasias mais comuns entre as mulheres , além das comentadas anteriormente, por ordem de frequência são:  1- FAZER SEXO COM UM ESTRANHO: Cerca de 28% das mulheres se excitam assim.As mulheres tem essa fantasia em maior número de vezes que o homem. 2- FANTASIAR QUE ESTÃO SENDO OBRIGADAS A FAZER SEXO - com conhecidos ou desconhecidos: Cerca de 19% das mulheres, e em especial as mais jovens, tem esse tipo de desejo em suas fantasias. Alguns pesquisadores dizem ser esse o motivo de algumas mulheres serem mais suscetíveis à violência sexual. Trata-se apenas de fantasias...não existe certo e errado para a imaginação, e pesquisadores como Esther Perrel nos conta que quanto mais nos permitimos transgredir nas fantasias, menos propensos ficamos para a traição.Por isso, mulheres que fantasiam que estão sendo violentadas não significa que tem desejo real de serem violentadas sexualmente. Significa muitas vezes que,se excitam em pensar viver situações sadomasoquistas ao seu redor, ou estar indefesas diante de outra pessoa, pode ser excitante para pessoas as vezes muito "duronas" na vida real. 3- FAZER SEXO COM MAIS DE UMA PESSOA DO SEXO OPOSTO: Esse desejo é frequente em 18% das mulheres. Faz parte dessa necessidade de imaginar situações que, provavelmente, não seriam capazes de realizar na vida real. 4- TER RELAÇÕES SEXUAIS COM ALGUÉM DO MESMO SEXO: A pesquisa mostrou que 11% das fantasias sexuais das mulheres heterossexuais é se relacionar sexualmente com pessoas do mesmo sexo.Isso pode ser devido culturalmente a forma que as mulheres olham para a beleza feminina de maneira natural, admirando-a sem preconceitos homofóbicos. Muito diferente dos homens! 5- OBRIGAR ALGUÉM A TER RELAÇÕES SEXUAIS SEM SEU CONSENTIMENTO OU COM CONSENTIMENTO FORÇADO: Finalmente, a fantasia que ocupa o último lugar na fantasia das mulheres, são 3% delas que imaginam assim. Esse modo feminino de fantasiar supõe que elas se vejam como receptoras da atividade sexual exercida por outros. Nesse contexto, forçar terceiras pessoas a fazer algo está quase totalmente fora de cogitação, pois isso significaria ser mais ativa do que passiva. Bom, nessa semana da mulher vou falar mais sobre a sexualidade feminina, e amanhã vou contar um pouco sobre o que as mulheres relatam gostar durante seu relacionamento mais íntimo.
PARABÉNS MULHERES PELO DIA DE HOJE DEDICADO EXCLUSIVAMENTE À VOCÊS..... E PARABÉNS AOS HOMENS QUE SABEM VALORIZAR AS MULHERES COM QUEM CONVIVEM! |
 Precisamos lembrar que o aumento dos casos de aids desencadeou uma mudança no comportamento dos jovens no Brasil e no mundo. Hoje em dia , por exemplo, na faixa etária entre 13 e 19 anos, o maior número de casos diagnosticados da doença está entre as mulheres. Já entre 20 e 24 anos, os casos diagnosticados se dividem equilibradamente entre os dois gêneros. Fico pensando nesses e em outros dados e me questiono o porquê da "pouca" importância dos jovens em relação à Aids e as DSTs. Segundo uma pesquisa do Ministério da Saúde em 2009, 33,6% das adolescentes entre 13 e 24 anos não usam preservativos nas relações sexuais casuais. Se pensarmos que esse número é muito alto, e que é mais difícil a adolescente usar preservativo com um parceiro fixo, fico pensando que um número muito pequeno das adolescentes usam preservativos em suas relações sexuais. E porquê? Essa geração não enfrentou nenhuma epidemia de Aids ou DSTs, então ficam mais preocupadas com a gravidez indesejada do que com alguma DST ou AIDS. Também, já escutei alguns adolescentes falarem que "hoje em dia Aids ou DSTs tem cura, e uma gravidez não". Pois é. apesar da AIDS ainda matar muitas pessoas, tem tratamento sim, e talvez também por isso ela foi um pouco esquecida por essa geração. Existe também outros fatores muito importantes que as adolescentes me relatam, que é a dificuldade que sentem em conversar com os pais sobre sexo , também em conseguir preservativos nas unidades de saúde, e também em negociar o uso do preservativo com seus parceiros sexuais. 1- Atenção PAIS de adolescentes:
CONVERSEM COM SUAS FILHAS SOBRE SEXO SEMPRE!
Respondam suas perguntas desde a mais tenra idade. Não esperem elas terem 18 anos para iniciarem esse diálogo. Na adolescência tudo acontece: o primeiro beijo, as amizades intensas, o ficar, o namoro, a primeira transa e, também, a negociação ou não do uso do preservativo. Mães: assim como vocês mulheres não gostam de visitar o/a ginecologista com alguma amiga ou parente, suas filhas podem também não se sentir à vontade com isso. O mais importante é irem ao ginecologista. Lembrem-se, na opinião das jovens, a falta de conversa sobre sexualidade em casa, influencia e muito o aumento do caso de Aids entre elas.
2- Atenção profissionais de saúde e pais: facilitem o acesso das meninas nas unidades de saúde para que tenham facilidade ao buscar o preservativo. Se uma garota de 13 anos estiver buscando preservativo, orientem e facilitem seu acesso. Elas relatam sentirem-se "um monstro" quando pedem camisinha, e às vezes escutam comentários como: "mas, você já usa? Tão nova? ou, Nossa.... ou com olhares de desprezo". 3- Meninas: USEM PRESERVATIVO SEMPRE E EM TODAS AS RELAÇÕES SEXUAIS. O uso do preservativo não tem negociação, porque sua saúde não tem negociação, é um direito seu! Cuide do que é seu! Procurem os serviços de saúde, busquem orientação, vão ao ginecologista; tomem propriedade do seu corpo,respeitem-se cuidando de si próprias. Se alguém não quiser usar preservativo, descarte essa pessoa. Pensem e cuidem de vocês!
4- Meninos:
USEM PRESERVATIVOS SEMPRE E EM TODAS AS RELAÇÕES SEXUAIS.
Dúvidas me escrevam: blog.papoquente@hotmail.com |
Devido a muitas perguntas sobre a influência da vasectomia na ereção masculina, hoje vou explicar os mecanismos da ereção masculina e explicar sobre a vasectomia(cirurgia masculina para não ter mais filhos) , contando pra vocês que a vasectomia não tem nenhuma interferência no processo fisiológico da ereção. Então, vamos começar: Até aproximadamente 10 ou 20 anos atrás, pouco se sabia sobre a fisiologia sexual masculina e da ereção.Porém, nos últimos anos,graças à extensa variedade de estudos nessa área, podemos ter um melhor entendimento desse processo. O cérebro do homem tem integração fundamental com o mecanismo de ereção. O homem apresenta, geralmente, de 3 à 5 ereções por noite sem perceber, pois esse processo acontece enquanto dorme, e é importante para oxigenar o pênis. 
O pênis é enervado por 2 grupos de fibras nervosas. Uma carrega sinais inibitórios que impedem a ereção; a outra carrega sinais excitatórios que facilitam a ereção. Esses 2 sinais são integrados na medula espinhal, localizada no centro da coluna vertebral, na parte inferior da coluna,mais precisamente. Por comunicação estabelecida através de nervos, esses sinais entram em contato com a região mais central e profunda do cérebro, especialmente ligada às emoções e à memória, a qual por sua vez, articula-se com o cérebro pensante, onde se processam os arrazoamentos e as tomadas de decisão. Portanto, esses mecanismos cerebrais totalmente integrados, permitem que o cérebro através dos circuitos de neurônios, provoque sinais de inibição ou excitação, a fim de que o sangue conduzido pelas artérias penetre nos corpos cavernosos do pênis e , retido dentro deles por compressão, promova a ereção.
 Quando o sangue volta para a circulação geral, o pênis fica fláscido e a ereção desaparece. Quando o pênis está relaxado e não há nenhum tipo de excitação sexual, a quantidade de sangue que entra pelos vasos sanguíneos do corpo esponjoso é a mesma que sai. O que é vasectomia?
Vasectomia, ao pé da letra, significa "retirar" o conduto deferente, ou seja retirar um pedaço do canal deferente. Os espermatozóides, são produzidos nos testículos, armazenados e amadurecidos nos epidídimos(estruturas anexas aos testículos) e, conduzidos até a uretra(canal da emissão da urina e sêmen)pelos condutos deferentes ou canais deferentes, que são cubos compridos que nascem nos epidídimos, e que desembocam na uretra. 
A região anatômica onde é visualizado os canais deferentes e realizada a cirurgia da vasectomia , com menos trabalho e mais precisão é o escroto(saco ou bolsa escrotal), onde os canais são superficiais e facilmente palpados sob a pele. 
Portanto,se os canais que transportam os espermatozóides forem interrompidos pela vasectomia, os espermatozóides não chegarão à uretra e a ejaculação não conterá as células reprodutoras masculinas que são os espermatozóides. O que muda nisso tudo?
A única mudança é que a partir da vasectomia o homem não poderá mais fecundar uma mulher, pois a ejaculação estará desprovida de espermatozóides, mas continuará contendo as secreções das vesículas seminais, próstata e uretra. Razão pela qual não haverá diferença e nem percepção de qualquer diferença do fluído ejaculatório pelos parceiros. O volume, a consistência, o cheiro e até o sabor do fluido ejaculatório permanecerão inalterados. A diferença só poderá ser examinada ao microscópio, onde se comprovará a ausência de espermatozóides, caracterizando assim a esterilidade do homem a partir de então. Importante: Não há mudança no apetite sexual ou na sensação do orgasmo. Não causa nenhuma alteração na função erétil, ou no tempo para atingir o orgasmo, pois a cirurgia não aborda nenhuma estrutura responsável pela ereção do pênis ou pela ejaculação peniana. Após a cirurgia, o homem continua produzindo espermatozóides pelos testículos, porém eles não terão como passar, pois os canais deferentes estarão obstruídos cirurgicamente, e então eles são absorvidos ou eliminados pelo próprio organismo. |
 Hoje, respondendo a uma entrevista para o jornal Tribuna do Espírito Santo, pensei que todas as vezes que falamos em sexualidade surgem perguntas do tipo: Quem é normal?Ou o que é normal? Quem está equilibrado? Quem é saudável? O que é certo e o que é errado? Quem é deficiente em sexualidade? Entre outras...... Afinal, existe receita para o bolo? Quem pode servir de modelo em se tratando de sexualidade? O que pode e o que não pode? Existe um único caminho a seguir? Bom, então eu posso dizer que TODA PESSOA É UM SER SEXUAL , desde que nasce até a hora da morte. Independente da cultura, raça, crença, ou deficiência.E todos temos o direito a uma sexualidade saudável e prazerosa. E, mesmo contrariando as vezes a cultura familiar, as instituições e algumas sociedades, por sermos um ser sexual já elimina a necessidade de receita de bolo, padrões ou modelos que devem ser seguidos. Cada pessoa é única ! E cada parceria também é única!
Faço minhas as palavras de um colega , Fabiano Puhlmann: "A sexualidade é inerente à vida; nascemos e nos fazemos sexuais. A expressão da sexualidade pode ser fonte de prazer e de manifestação de sentimentos profundos, bem como pode ser a vertente de graves dores pessoais - como a desinformação, a repressão, o silêncio, o temor - , que podem causar problemas sexuais de difícil solução."
Está comprovado nos dias de hoje que a saúde sexual é um dos pilares da qualidade de vida de todo indivíduo e do bem-estar pessoal, e um dos caminhos para isso, é o reconhecimento das possibilidades de todo o corpo para sentir, dar e receber prazer . Além de se permitir o se abrir para desfrutar do prazer sexual com desprendimento, sem temores, vergonha, culpa ou preconceitos. Por isso, esqueçam a receita do bolo ..... procurem aquilo que sentem prazer .... se permitam ter prazer .... dentro da sua parceria .... junto com sua parceria procure descobrir as diversas possibilidades de serem felizes sexualmente , sem ter que seguir modelos descritos ou que funcionam para outros. Descubra-se em primeiro você, e depois descubra o outro que se relaciona com você. Seja criativo(a), traga alegria para sua vida , e se permita descobrir que seu corpo inteiro pode dar e receber prazer. |
 Este texto foi escrito por uma estudante de jornalismo de Mato Grosso do Sul Fernanda Pereira que me entrevistou sobre o assunto em 2008, após ter conhecimento num congresso de urologia, sobre a monografia que escrevi em 2005, sobre um estudo que fiz com Homens portadores de Lesão Medular . Essa matéria foi publicada no jornal da universidade e da cidade com algumas modificações e no blog da Fernanda. Transcrevo aqui o texto da Fernanda: Quando você vê alguém em uma cadeira de rodas, logo imagina que aquela pessoa não tem uma vida sexual ativa e saudável, pensa que nada da cintura para baixo "funciona", certo? Errado! É comum para quem não tem nenhum tipo de limitação física e também não convive com cadeirantes, imaginar que eles não desfrutem de uma vida sexual como a de um "andante". O pensamento da maioria das pessoas gira em torno do movimento do corpo e, quando alguém não pode andar, também não pode usar o que fica da cintura para baixo. O professor universitário de educação física, Rodrigo Tadeu Silva Ferreira, que em 2008 completa 11 anos de lesão na medula, explica que a limitação física e a cadeira de rodas trazem a falsa impressão de inatividade e monotonia. "Mas no meu caso não, eu tenho boa mobilidade e sou bem habilidoso sexualmente falando", garante o professor. Rodrigo, hoje com 35 anos, era ginasta quando ao realizar um salto duplo mortal para frente, caiu e deslocou as vértebras cervicais. Ele, que já era formado em educação física, enfrentou cirurgias e muitas sessões de fisioterapia. Hoje mora sozinho e realiza todas as tarefas do dia-a-dia sem o auxílio de outras pessoas. Deixou de trocar passos para tocar as rodas. "Faço tudo sozinho, sou independente. Vou para festas, dou aulas na faculdade, namoro, estudo. Toco minha vida sobre rodas numa boa", conta Rodrigo.
A psicoterapeuta, psicodramatista e sexóloga Dra. Magda Gazzi, explica que nos homens o desejo sexual permanece inalterado após uma lesão, mas a vida sexual depende de muitos outros fatores além de somente estímulos físicos como, toque, beijos ou carícias. A forma como se pensa o sexo passa a ser muito importante, os sabores, os cheiros, os sons, todo o clima que antecede o ato sexual passa a ser extremamente importante. "A ereção depende do nível da lesão e se é ou não completa. Os estímulos visuais, por exemplo, responsáveis pela ereção psicogênica, passam a ser muito importantes já que nem sempre o corpo responde de imediato ao toque", explica Dra. Magda. Após uma lesão, é comum perceber a ereção dificultada, sensibilidade diminuída e até ausência de ejaculação. "Existe uma cultura machista que sinônimo de masculinidade e virilidade é ter pênis ereto e penetrar a mulher. Com o tempo descobri que ser homem é muito mais que isso e que não é ‘pau duro' que as mulheres querem e sim um homem no modo de ser completo", esclarece Rodrigo, que além de professor é campeão de natação e atletismo emjogos paradesportivos. A ejaculação é um processo fisiológico e o orgasmo é um processo sensitivo, portanto, pode haver orgasmo sem ejaculação e ejaculação sem orgasmo. "Ocorrem quase ao mesmo tempo, mas não são a mesma coisa", garante a psicoterapeuta e sexóloga Magda Gazzi. A lesão afeta todo o corpo, inclusive a função sexual. Assim é necessário reinventar e descobrir novas formas de amar, com muito carinho e cumplicidade tudo se resolve. "O toque, os beijos, o calor do corpo, os lábios, a língua e as carícias tornaram-se ferramentas importantes e, apesar de existir a penetração ela não o principal", complementa o engenheiro de software e técnico de sistemas Hélio Araújo Portela, 38 anos, há 18 anos lesado medular. E nas meninas? Várias mulheres com lesão permanecem férteis e capazes de gerar um bebê. A menstruação geralmente pára logo após a lesão, mas o ciclo menstrual volta ao normal em no máximo um ano. Depois desse período a mulher pode engravidar, desde que realize o acompanhamento médico e se atente a alguns pequenos cuidados. O risco de infecção urinária, por exemplo, é maior. Alguns estudos na área mostram que elas demoram mais tempo para alcançar o orgasmo, mas ainda que ele seja uma sensação de prazer intenso, a satisfação sexual em si não requer orgasmo. "Depois do acidente, percebi que era preciso adquirir habilidade para outros pontos de sensibilidade. Aprendi que meus seios estavam super sensíveis, as orelhas, pescoço até as mãos ficaram mais sensíveis", confirma Bianca Kallil, 26 anos, designer de móveis que sofreu um acidente de carro aos 19. "Nas mulheres, a resposta sexual funciona da mesma maneira que nos homens, porém, como não tem ereção declarada, fica "mais fácil" manter o relacionamento sexual. Porém tudo depende muito do nível da lesão, tanto nos homens quanto nas mulheres", afirma Dra. Magda Gazzi, que também é colaboradora do Projeto Sexualidade do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. O projeto destina-se à assistência, ensino, pesquisa e prevenção dos transtornos da sexualidade, bem como a serviços junto à comunidade. Além de todas as técnicas físicas para dar e sentir prazer existem ainda as evoluções da ciência, que possibilitam uma maior qualidade para o ato sexual, por exemplo, as pílulas a base de sildenafila, como Viagra, Levitra e outros usados no tratamento da disfunção erétil no homem. "O medicamento melhora o que já existe, há necessidade de existir excitação, desejo e um esboço de ereção para que tenha o efeito esperado. Ele não provoca essas sensações, isso é da pessoa, da situação", explica Rodrigo. "Sem o remédio dá pra levar, mas com ele a qualidade da transa é outra", afirma o estudante de Letras, João Manuel Ardigo, 37 anos, autor de dois livros que contam sua trajetória de recuperação após ser atropelado por um caminhão há 11 anos. O prazer que vem do sexo acontece de muitas maneiras diferentes. A experiência de novas táticas associadas a boa comunicação entre os parceiros são as chaves para uma vida sexual satisfatória, em todos os casos. É possível viver bem numa cadeira de rodas e com qualidade, nem tudo é 100% bom ou 100% ruim. "Quando me perguntam como é estar na cadeira, digo que eu gosto e eu tenho de gostar porque poderia estar pior. Muita gente fica pasma pensando que sou louco, mas na verdade é ela que me leva aos lugares. Penso na cadeira de rodas como um objeto que traz benefício e não como muitos enxergam como algo ruim e assustador", conclui Rodrigo. Uma vida nova A incidência de lesões medulares traumáticas no Brasil é alta. Estima-se que ocorram cerca de 11.300 novos casos por ano. São muitas as formas de acidentes causadores desse tipo de lesão, as mais comuns são acidentes no trânsito, armas de fogo e desajeitados mergulhos em rios, piscinas ou lagos muito rasos. Quando a medula espinhal é afetada por problemas como tumor, hemorragia, infecções, acidentes vasculares entre outros, a lesão é chamada de não-traumática. Após um ferimento na medula, a pessoa perde os movimentos do nível do local afetado para baixo, pode ser uma paraplegia (paralisação de pernas, tronco e órgão pélvico) ou tetraplegia (paralisação de braços, pernas, tronco e órgão pélvico). A lesão ainda pode ser completa ou parcial. "A completa é considerada definitiva, pois o paciente perde todas as funções sensitivas e motoras abaixo do local afetado. Já a parcial pode ser reversível, já que o paciente pode ter algum movimento voluntário ou sensação abaixo da lesão", explica o professor doutor em neurocirurgia, Adelmo Ferreira. A medula espinhal é como um fio elétrico, às vezes é possível reconectar os cabos, mas em alguns casos, eles são irremediavelmente danificados, como se tivessem sido cortados com uma tesoura, ela regula não só as funções motoras, como as respiratórias, circulatórias, excretoras, sexuais e térmicas. Por isso o processo de reabilitação é longo e um desafio para profissionais e para o próprio paciente. "No começo há uma confusão de sensações, ficamos decepcionados com isso. Tentamos adivinhar o que estamos sentindo e, às vezes não sentimos nada. Nessas adivinhações algumas acertamos, mas a maioria, erramos. O tempo ensina a viver com a nova situação, tirando dela o que há de melhor", declara o professor Rodrigo Tadeu. Se você tem dúvidas, escreva pra mim : blog.papoquente@hotmail.com Amanhã postarei algumas perguntas com respostas ..... |
- Comunicações - Recebi e repasso à vocês. - Comunicação de alteração de nome por transexualidade
Primeiramente, desculpe escrever em primeira pessoa, mas é uma história pessoal de uma vitória primeira e única na Justiça Brasileira, e que gostaria, se possível, da divulgação deste conceituado veiculo, para que mais pessoas saibam e possam voltar a acreditar em nosso sistema judiciário. Meu nome é Maite Schneider Caldas de Miranda e somente agora sou uma cidadã brasileira. Aos 37 anos de vida. Nasci com o nome de Alexandre, vivi um processo transexualizador, durante minha infância, adolescência e parte da vida adulta. Nunca consegui um emprego com carteira de trabalho assinada e apresentar os documentos oficiais sempre causaram constrangimentos em minha vida, pois mostravam e identificavam uma pessoa que não era eu. Durante muito tempo em minha vida em queria que a ciência e religião me ajudassem a mudar minha cabeça e a adequassem ao corpo que eu tinha nascido, e que diziam ser de um menino. Mas nem a ciência, e nem a religião, conseguiram me dar este encontro. A ciência e medicina falaram ser possível adequar o corpo, à minha psique e à minha parte neural, que sempre foram femininas. Foi o que fiz, fazendo muitas loucuras em minha vida, como uma auto-cirurgia para retirada dos testículos, uma cirurgia mal sucedida numa clinica clandestina no Paraguai e finalmente a readequação genital final que faltava. Desta cirurgia, tive um tumor (ainda bem que benigno) no canal da vagina, isto há 4 anos atrás, e desde então já fiz 7 cirurgias (sendo a ultima em setembro deste ano de 2009), devido às complicações deste tumor. Atualmente, tirei um pedaço do intestino para reconstrução do canal, na tentativa de finalmente estar bem e saudável. Nestes 4 anos, não tenho relacionamento afetivo e até fujo deles, por não conseguir ter relações sexuais com o futuro parceiro. Espero um dia ajeitar isto também em minha vida. Mas escrevo, para comunicar e se possível pedir sua ajuda no sentido de divulgar que consegui uma vitória recentemente na justiça brasileira. Consegui alterar o meu nome e meu sexo na certidão de nascimento e finalmente ter todos os meus documentos reconhecidos de maneira a verdadeiramente me identificar. Além deste fato, o meu caso foi o primeiro na Justiça Brasileira a conseguir incluir um SOBRENOME na retificação, incluindo o sobrenome Schneider ao meu nome, agora oficial. Até então a inclusão de um sobrenome só podia ser dada pela contração do matrimônio ou quando se provasse que não havia nele o sobrenome do pai ou da mãe. Pessoas já podiam incluir suas alcunhas e apelidos no seu registro de nascimento (E a doutrina e a jurisprudência permitem a inclusão desses apelidos no nome, a exemplo do atual Presidente da República, que fez inserir o apelido LULA em seu nome, passando a chamar-se Luiz Inácio Lula da Silva. A apresentadora XUXA também inseriu este apelido ao seu nome Maria da Graça Meneghel, passando a chamar Maria da Graça Xuxa Meneghel. O jogador PELÉ também pleiteou a alteração de seu nome original de Edson Arantes do Nascimento para Edson Pelé Arantes do Nascimento). Mas inclusão de um sobrenome que não é de minha família de origem foi a primeira vez que aconteceu. Fico muito feliz com a decisão da justiça brasileira, pois sempre fui Maite Schneider Caldas de Miranda e agora uma cidadã plena e motivada a produzir pelo meu país. O nome agora passou a ser motivo de inclusão, e não mais exclusão do processo societário, como sempre havia sido em minha vida. Constitui-se o nome num dos mais importantes atributos da personalidade, ao lado da capacidade e do estado civil. Toda pessoa tem direito ao nome, sendo um dos mais importantes atributos da personalidade, por ser o identificador principal das pessoas. Temos o conhecimento, que todas as pessoas têm direito ao nome, mas muitas vezes o mesmo, ao invés de ser considerado um direito ao cidadão, é considerado uma violação, como sempre foi o meu caso. Creio que a Justiça Brasileira deu um passo importante por respeitar o princípio dos princípios: O princípio da dignidade humana. Se o direito ao nome é fundamental, a dignidade da pessoa humana é incomparavelmente maior. OBSERVAÇÕES FINAIS: · Moro na cidade de Curitiba e para conseguir esta vitória tive que mudar e estabelecer minha residência para a cidade de Porto Alegre, pois em minha cidade,o conservadorismo é muito grande. Fato desagradável, que mostra, que no geral, a Justiça ainda tem muito que caminhar para acompanhar as mudanças em nossa sociedade e os avanços da nossa ciência. · Este brilhante trabalho e único no Brasil (espero que por pouco tempo) foi conseguido por Maria Berenice Dias (ex desembargadora no Rio Grande do Sul) e num tempo recorde de 6 meses. · Para maiores informações que se fizerem necessárias seguem os contatos: Maite Schneider ? fone (41) 3039-3045 ? email : casadamaite@gmail.com Maria Berenice Dias ? fone (51) 3019-0080 ? email: mbdias@terra.com.br site: www.mbdias.com.br · Fotos de Maite Schneider em http://www.casadamaite.com/fotosdamaite · Se precisar e quiser a sentença completa do julgado, só me pedir que envio, pois não quis anexar nada para não atrapalhar o envio. Grata pela oportunidade e agradeço se puderem ajudar na divulgação de algo, que acredito ser importante. Maite Schneider Caldas de Miranda RG - 12801502-7 CPF 922371349-87 |