Publicado em: 07/02/2010

Câncer de mama ainda não tem a atenção que merece, apontam ONGs

Neste ano, estima-se que 49.240 brasileiras descubram que têm câncer de mama. Dessas, calcula-se que 37 mil vão conseguir se tratar – às vezes às custas de quimioterapia e até extração da mama – e que 12 mil não resistirão à doença.


O número de casos, estimados pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), vem crescendo, pois a doença está ligada a fatores de risco que têm aumentado, como o estilo de vida sedentário e o uso de píluas anticoncepcionais. Já a maior parte das mortes e do sofrimento das mulheres poderia diminuir se a doença fosse detectada com mais eficiência e tratada rapidamente, apontam organizações ligadas ao setor.


De acordo com o Inca, em alguns países desenvolvidos, como os EUA, Canadá e Noruega, há crescimento da incidência do câncer de mama, mas redução da mortalidade. No Brasil, o maior número de casos é seguido de mais falecimentos. O número de mortes saltou de 5.760 em 1990 para 11.860 em 2008, aumentando ano a ano.

 
Para a médica Maira Caleffi, presidente da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio a Saúde da Mama (Femama), a taxa de mortalidade cairá quando as mulheres se dispuserem a fazer exames periódicos de mamografia e a rede de pública de saúde estiver preparada para fazer o teste em todas as mulheres que procurarem.

 
“Esse é um problema de saúde básica, que não deveria ser tratado em hospitais complexos. A enfermeira do posto de saúde já tem que indicar o exame de mamografia”, recomenda a médica. Ela aproveitou esta quinta-feira (4), véspera do Dia Nacional da Mamografia, para alertar contra a doença em entrevista coletiva concedida em São Paulo (SP).


Segundo Maira, outro fator que aumenta a mortalidade é a demora no atendimento. Ela explica que o tempo ideal do ciclo de tratamento – desde o exame que descobre o câncer, a biópsia até a cirurgia ou quimioterapia – deveria ser de quatro a seis semanas. Na prática, contudo, as mulheres enfrentam filas de espera nos hospitais enquanto o câncer se desenvolve, e o tratamento pode durar meses.


US$ 300 mil

A boa notícia para as mulheres é que a rede de apoio a elas está se fortalecendo. A Femama, criada em 2006, já reúne 42 instituições, que atuam em 18 estados brasileiros. Em 2010, as ONGs querem aproveitar o período eleitoral para convencer candidatos a incluírem em seus planos de governo uma atenção especial à prevenção e controle do câncer de mama.


Uma boa ajuda também está vindo de fora. Nesta semana, durante um fórum que discutiu o problema em São Paulo, a organização norte-americana American Cancer Society (ACS) anunciou a doação de US$ 350 mil (cerca de R$ 645 mil) para fortalecer as ONGs brasileiras.


“Esse não é um problema só de hoje, é um problema do futuro”, prevê a diretora da ACS para a América Latina, Alessandra Durstine. De acordo com ela, o Brasil foi escolhido para receber a ajuda porque já conta com organizações capazes de gerir os recursos doados.


Mamografia no lugar do autoexame

De acordo com Gustavo Azenha, diretor de programas da ACS no Brasil, os tratamentos atuais permitem curar de 80% a 90% dos casos de câncer de mama, desde que o diagnóstico seja feito de forma precoce.


Para descobrir a doença, contudo, a associação não recomenda que a mulher faça apenas o autoexame, pois quando a mulher é capaz de tocar os seios e perceber o tumor ele já pode estar em estágio avançado. A melhor forma de descobrir o câncer, de acordo com a ACS e a Femama, é a mamografia, que deve ser feita pelo menos a cada dois anos em mulheres que têm entre 50 e 69 anos.


Fonte: G1

Publicado em: 03/01/2010

Médicos ensinam a combater a desidratação, comum nesta época do ano



Nos meses de calor, os casos de desidratação são mais frequentes. A falta de líquidos é a causa de 80% das internações de crianças nos hospitais em São Paulo. Para evitar esse problema, vale seguir algumas recomendações fornecidas pela Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo.


Aumentar a ingestão de leite, suco e água é a primeira entre as orientações para fugir da desidratação. Também é recomendável usar roupas leves, se proteger do sol e reforçar os cuidados com a limpeza e conservação de alimentos.

 
Além disso, as crianças doentes nessa época podem precisar de soro caseiro. Veja como prepará-lo: em um litro de água filtrada ou fervida, adicione uma colher de café de sal e uma colher de sopa de açúcar.


Fonte: G1

 

Publicado em: 30/12/2009

Cálculo da taxa de mortalidade da nova gripe só será possível em 1 ou 2 anos

A  Organização Mundial da Saúde (OMS) continua a considerar o impacto da pandemia de influenza A (H1N1) moderado, afirmou a agência de saúde pública da ONU em comunicado nesta terça-feira (22). Mas "números corretos" de mortalidade e taxa de mortalidade só serão possíveis um ou dois anos após o pico da pandemia, completou o órgão.

 
O vírus H1N1 matou ao menos 10.582 pessoas em todo o mundo desde seu aparecimento em abril, mas esses são apenas casos confirmados em laboratório. Testes são caros e muitos países pobres não conseguem investigar as causas de mortes, já que registros de vítimas por problemas respiratórios, como pneumonia, são comuns.


"Por vários motivos, esses números não dão uma dimensão real da mortalidade durante a pandemia, que é inquestionavelmente maior que o indicado por testes confirmados por laboratório", disse a OMS.

 
A gripe sazonal mata entre 250 mil e 500 mil pessoas todos os anos em todo o mundo, mas essa é uma estimativa derivada de modelos estatísticos.

 
Durante as epidemias de gripe sazonal, cerca de 90% das mortes são de idosos, "que sempre sofrem de uma ou mais condições médicas crônicas", disse a agência.

 
"Comparada à gripe sazonal, o vírus H1N1 afeta um grupo muito mais jovem em todas as categorias - aqueles que são infectados com maior frequência, hospitalizados, que requerem tratamento intenso, e que estão morrendo", declarou a instituição.


 
Fonte: G1

 

Publicado em: 30/12/2009

Obama diz que vai mediar debate entre Senado e Câmara por reforma da saúde


O presidente norte-americano, Barack Obama, decidiu se envolver diretamente nos acordos que vão conciliar as versões de reforma do sistema de saúde aprovadas na Câmara e no Senado do país. Os dois textos têm abordagens diferentes a respeito de impostos, aborto, plano de saúde administrado pelo governo e uma série de outros detalhes.


Em entrevista à rede de TV PBS, Obama disse que vai "absolutamente" atuar na fusão das duas propostas. Após a complicada negociação entre as Casas, os dois plenários terão de aprovar a versão final, que será então submetida à sanção de Obama. Os democratas esperam concluir tudo isso antes do discurso presidencial do Estado da União, no final de janeiro.

 
"Esperamos reunir um grupo de pessoas aqui na Casa Branca, e estarei arregaçando as mangas e gastando algum tempo antes que o Congresso leve isso a discussão", disse o presidente.


Segundo o "Huffington Post", Obama vinha sendo criticado por estar muito passivo e permitir que muitos aspectos da sua porposta para a reforma sejam deixados de lado. Até agora, o presidente tinha evitado se envolver no debate do assunto nas duas Casas.


"Não achamos que os elementos centrais para ajudar o povo americano foram sacrificados de nenhuma forma", disse o presidente. "Essas duas propostas de lei têm exatamente tudo o que eu quero? Claro que não. Mas elas têm as coisas que são necessárias para reduzir os custos pas as empresas, as famílias e o governo", completou.


"Neste momento, há famílias que não têm seguro de saúde e, como consequência e alguém da família adoecer, perderam tudo. Neste momento há pequenas empresas que estão fazendo tudo certo por seus funcionários e acabam de receber comunicado das empresas de seguro de que os preços subiram 25%, 30%, 40%; e o dono desta empresa terá que tomar uma decisão: retiro o seguro dos meus funcionários ou demito um deles para manter a cobertura para os outros?", comentou o presidente.


Obama disse que seu país está "incrivelmente perto" de converter em lei uma reforma do sistema de saúde depois que o Senado aprovou nesta quinta-feira sua versão do projeto. "Agora estamos finalmente prontos para cumprir com a promessa de uma reforma real, significativa, do seguro da saúde", disse Obama a jornalistas.


"Com a votação de hoje, estamos incrivelmente perto de converter a reforma do sistema de saúde em uma realidade neste país", acrescentou.

 
Votação no Senado

O Senado norte-americano aprovou a reforma no sistema de saúde nesta quinta-feira (24), que faz mudanças no mercado de seguros e promete nova cobertura para dezenas de milhares de americanos. Com 60 votos contra 39, os democratas apoiaram as mudanças seguidas de um intenso debate na sociedade americana.
 

A medida precisava da maioria simples entre os cem senadores. A versão aprovada no Senado ainda terá de ser conciliada com o projeto aprovado em 7 de novembro pela Câmara, com abordagens diferentes a respeito de impostos, aborto e um plano de saúde administrado pelo governo.


Com uma rara sessão na véspera do Natal, o Senado cumpre a promessa do líder democrata no Senado, Harry Reid, de aprovar o projeto antes da data festiva. Os republicanos protelaram a votação até onde o regimento permitiu.


O sistema de saúde dos EUA movimenta 2,5 trilhões de dólares por ano, e esta é a maior reforma desde a criação, em 1965, do programa de saúde para idosos Medicare. O novo projeto estende a cobertura a mais de 30 milhões de pessoas hoje desprotegidas, o que significará levar a cobertura a 94 por cento de todos os norte-americanos.


A medida também proíbe que os planos neguem cobertura a pessoas com doenças pré-existentes, estabelece que a maioria da população terá de ter plano-saúde, dá subsídios públicos à atividade e cria espécies de "bolsas" estaduais para que o consumidor compare e escolha o melhor plano de saúde.


A reforma é a maior prioridade legislativa de Obama neste início de mandato, e sua aprovação é crítica para que ele mantenha sua agenda legislativa e sua popularidade, que já caiu abaixo de 50 por cento.


Fonte: G1

Publicado em: 30/12/2009

Médico dá conselhos para encarar as festas sem perder a linha


Nessa época do ano geralmente enfrentamos uma agenda cheia e todos os eventos incluem mesas fartas. Tudo isso conspira para destruir todo esforço que é feito durante o ano para manter a forma e não ganhar peso. Vamos então a algumas dicas para enfrentar a maratona que culmina com a noite de Natal e o dia seguinte.


Como encarar as mesas de Natal com tantas coisas gostosas sem perder a linha?


Primeiro, não tente enganar seu corpo “pulando” refeições ou comendo muito pouco durante o dia para contrabalançar uma festa. Chegar a uma festa com fome é igual a comer demais.
 

Não precisamos comer de tudo que for oferecido e muito menos comer muito de tudo.


Coloque pequenas porções em seu prato e principalmente se afaste da mesa, para diminuir a tentação.


Como estamos no verão e as temperaturas andam altas, cuidado com alimentos preparados com antecedência e que não tenham sido armazenados de forma adequada.


Não mude sua rotina, principalmente mantenha as atividades físicas regulares, pois as calorias a mais podem ser queimadas, evitando o ganho de peso comum nessa época do ano.


Com relação às bebidas, nunca é demais avisar que o ideal é beber pouco, para não terminar a noite mal.


Não existe formula mágica, mas estar alimentado antes de beber ajuda, como também é importante tomar líquidos não alcoólicos - de preferência água - para diminuir o volume de álcool ingerido.


Não deixe de aproveitar as festas e a confraternização com os amigos e família, mas fique de olho na saúde.


Fonte: G1

Publicado em: 30/12/2009

Variação genética exerce a maior influência sobre uso de álcool e maconha


Cientistas comprovaram uma causa genética para o alcoolismo e o uso de maconha. A descoberta está em estudo publicado on-line em uma revista especializada na pesquisa do alcoolismo.

 
Mais de 2.700 pares de gêmeos com 20 a 30 anos de idade foram entrevistados.

 
No caso do alcoolismo e uso de maconha, os pesquisadores puderam avaliar que cerca de 60% do padrão de abuso dessas substância estaria vinculado a variações genéticas.

 
A marijuana e o álcool já são as drogas mais comumente usadas pelos jovens em todo o mundo. Segundo os Institutos de Saúde dos EUA, de 8% a 12% dos usuários de maconha podem ser considerados como dependentes.


Fonte: G1

Publicado em: 04/12/2009

Cientistas americanos desenvolvem novo tratamento para a hepatite C

Uma nova droga para o tratamento da hepatite C mostrou bons resultados em testes com chimpanzés.

 
Batizada de SPC 3649, ela age impedindo a replicação do vírus, de acordo com pesquisa publicada pela revista "Science".


De acordo com os pesquisadores da Southwest Foundation for Biomedical Research (SFBR), no Texas, Estados Unidos, diferente de outros medicamentos antivirais, que agem diretamente no vírus, a droga tem ação em um pequeno pedaço do RNA do fígado do paciente, chamado de MIR 122.


Os vírus necessitam de toda a estrutura celular para conseguir se multiplicar. Dessa forma, impedir que o RNA das células sejam “utilizados” pelo vírus da hepatite C parece ser uma forma mais eficaz de impedir o aumento no nível da carga viral.


Além dos seres humanos, os chimpanzés são os únicos animais que estão sujeitos à hepatite, uma das principais causas de desenvolvimento do câncer de fígado.


A pesquisa destaca que o vírus não demonstrou sinais de resistência ao SPC 3649 e os níveis do vírus circulante permaneceram baixos mesmo após vários meses do final do tratamento.

 
Outro aspecto positivo é que os tratamentos disponíveis atualmente têm fortes efeitos colaterais, como a fadiga e depressão do sistema imunológico. Além disso, são efetivos em apenas cerca de 50% dos casos.

 
O tratamento hoje é feito com duas drogas: o interferon, que auxilia a ação do sistema imunológico no combate ao vírus, e a ribavirina, um medicamento antiviral.


“Esse antiviral (SPC 3649) poderá ser utilizado sozinho para deter a progressão da doença e há indicações de que pode reverter a falta de resposta ao interferon, dessa forma os pacientes poderão ser tratados com as duas drogas”, disse Robert Lanford, coordenador da pesquisa.


A hepatite C é transmitida pelo contato sexual ou com o sangue de alguém contaminado. Inicialmente, entre 70% e 80% dos infectados não têm qualquer sintoma da doença. No entanto, com o passar do tempo, entre 60% e 70% dos infectados desenvolvem insuficiência hepática severa. A doença pode também causar a cirrose e o câncer de fígado.


Os autores do estudo, que deve agora seguir para a fase de testes em humanos, alertam que existem cerca de 170 milhões de pessoas infectadas em todo o mundo. Muitos nem sequer sabem que são portadores do vírus, o que torna o problema ainda maior.


Fonte: G1

Publicado em: 01/12/2009

Melhora dos dados sobre Aids dificulta trabalho de prevenção, dizem entidades

A melhora dos dados sobre Aids e a maior expectativa de vida para quem tem a doença prejudica o trabalho de prevenção, na avaliação de entidades eespecialistas que atuam com prevenção e tratamento dos pacientes com HIV.


Para os especialistas no assunto, o mais importante para combater a doença - nesta terça-feira (1º) é comemorado o Dia Mundial de Luta contra a Aids - é manter o trabalho de prevenção.


Duas pesquisas apresentadas nesta semana trouxeram dados positivos. Dados do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) mostraram que entre 2000 e 2008, o número de novas infecções caiu 17%. Segundo o órgão, as pessoas com Aids estão vivendo mais e cada vez menos gente adquire o vírus.

 
Outro levantamento, o Boletim Epidemiológico Aids/DST 2009, do Ministério da Saúde, mostrou que o número de casos caiu nos grandes centros urbanos - embora tenha ocorrido um crescimento nas cidades pequenas.

 
Para a coordenadora de projetos da Sociedade Viva Cazuza, Christina Moreira, os jovens são os mais vulneráveis a novas infecções, mas descuidam da prevenção.

 
"Diariamente jovens iniciam sua vida sexual e muitos deles sem qualquer cuidado com prevenção de DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis) e Aids. Isso faz com que venham a ser mais vulneráveis para os novos casos de infecção. (...) Eles não viram o estrago que a Aids fez nos anos 80 e 90. Acham que a Aids é um problema resolvido, solucionado, e se forem contaminados, é só tomar um remedinho."

 
Coordenadora da área de prevenção da Associação para Prevenção e Tratamento da Aids (APTA) - entidade com apoio da Unesco, Terezinha Pinto concorda e avalia que no Brasil há um "cansaço" do uso do preservativo por parte dos jovens. "A impressão que se tem é que essa geração que não viu o boom da Aids banalizou essa questão. (...) Não se tem a ideia do que significa o tratamento."


Christina Moreira, da Viva Cazuza, diz que a prevenção "já vem sendo colocada em segundo plano" pelas autoridades. "O Brasil fez uma opção de trabalhar na assistência ao portador do vírus da Aids. A medicação é gratuita para todos os pacientes e isso tem um custo monumental. A prevenção é sempre mais barata."


Para Terezinha, da Apta, é preciso atuar a longo prazo para que os índices não voltem a piorar: "Acho que não tem outra saída a não ser o trabalho a longo prazo, que trabalhe desde a educação infantil."


O diretor adjunto do Departamento de DST Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Eduardo Barbosa, diz que a melhora dos dados é, na realidade, uma "estabilidade em patamares altos".

 
Para ele, não há negligência nos serviços de prevenção. "O menor número de óbitos, ao contrário do que se pensa, não acarreta na negligência. Os dados apontam para o reforço da prevenção nos locais onde houve redução dos casos."

 
Vulneráveis

Barbosa diz que as mulheres jovens na faixa nos 13 aos 19 anos e jovens homossexuais e bissexuais são os mais vulneráveis. "A gente tem feito um trabalho grande de prevenção nas escolas, principalmente entre jovens do sexo masculino entre 13 e 24 anos, onde há uma tendência de aumento da epidemia. A maioria ainda vive sob uma máscara. Há um medo de revelar a sexualidade porque o contexto da escola ainda é homofóbico e isso prejudica os jovens."

 
Para o diretor, o maior desafio em relação a Aids é vencer o preconceito contra os pacientes com a doença. "O maior desafio é fazer com que pessoas que vivem com HIV, Aids, estejam livre de preconceito e discriminação. Isso interfere tanto nas questões da prevenção, quanto na assistência. A segregação prejudica a ida das pessoas em vulnerabilidade para fazer teste."
 

Caso da vida real

O ex-DJ Cláudio Santos de Souza, 45 anos, é soropositivo há 15 anos e diz que frequentemente recebe informações sobre a negligência dos jovens na prevenção. "Há festas no Brasil onde se faz sexo desprotegido com vários parceiros. (...) Eles se arriscam porque talvez não saibam a complicação que é o tratamento."


Souza coordena voluntariamente um site, o Soropositivo.org, no qual há espaço para discussão das questões relacionadas à doença e à sexualidade.


"Se o tratamento existe e houve um aumento da expectativa de vida, do outro lado tem todo processo de exclusão social, de sofrimento. (...) Eu conto para todo mundo que tenho Aids, mas pago o preço de a pessoa não falar mais comigo, me excluir."


Por causa do HIV, tem propensão de inflamação nos vasos sanguíneos e teve uma embolia pulmonar. Diariamente, precisa de uma injeção na barriga para evitar a coagulação.


Na época em que foi contaminado tinha 30 anos e trabalha como DJ na noite paulista. "Tinha umas 200 namoradas. Eu vacilei, mas também curti a vida."

Questionado sobre qual conselho daria aos jovens que deixam de se prevenir, respondeu: "A vida vale mais que uma transa. Se for transar, use camisinha. Porque a transa acaba, mas a vida continua. Continua com ou sem Aids, só depende da pessoa. O risco que corre e não dá em nada, amanhã pode dar em Aids. Se eu pudesse, faria tudo outra vez porque hoje pago caro pelas consequências."

 

Fonte: G1

Publicado em: 25/11/2009

Médico explica por que dengue ainda ameaça

Bandejas de geladeiras e de aparelhos de ar condicionado; calhas e fossos de elevador. Estes são os locais com maior risco de fecundação do aedes aegypt, o mosquito transmissor da dengue, segundo o médico Luís Fernando Correia. Ele explica que, por se tratar de um inseto doméstico, é grande a possibilidade de focos surgirem dentro de casas e apartamentos.

 
“Muitas geladeiras ainda têm bandeja de degelo, que acumulam água limpa. Elas devem ser retiradas e lavadas. No caso dos aparelhos de ar condicionado, essas bandejas, geralmente de alumínio, ficam deformadas com o tempo, o que facilita a formação de pequenas poças de água de chuva. Apesar de ser um local de difícil acesso em prédios, o que acaba dificultando a limpeza, é conveniente que se verifique acúmulo de água da chuva”, diz o médico.


O comentarista do RJTV Luís Fernando Correia também chama a atenção para locais um pouco mais escondidos, como as calhas e fossos de elevador. “As calhas das casas costumam recolher folhas e sujeira que vêm do telhado. Isso também pode provocar acúmulo de água. Nos prédios, um lugar que precisa ser fiscalizado é o fosso do elevador, que também acaba recebendo alguma água da chuva”.


De acordo com o médico, as epidemias, que costumam ocorrer com mais frequência no verão, são recorrentes por conta da resistência dos ovos ao tempo seco.

 
“O ovo do mosquito tem a capacidade de resistir por um ano. Mesmo quando não há água, ele consegue se proteger contra o ambiente seco. Por isso é importante que os recipientes sejam mantidos não apenas secos, mas limpos e postos de cabeça para baixo em locais protegidos".
 

Ele acredita que o número de casos deve ser menor que no último ano. “No Rio, há sempre o risco de uma epidemia, pois temos o mosquito convivendo com a população. Mesmo assim, a coisa deve ser menos intensa, porque muita gente já foi contaminada no ano passado, mas não podemos nos descuidar", concluiu.


Fonte: G1

Publicado em: 24/11/2009

Pacientes de Aids somam 33,4 milhões, alta de 1,2% desde 2007

Cerca de 33,4 milhões de pessoas em todo o mundo estão infectadas com o vírus da Aids, de acordo com comunicado divulgado nesta terça-feira (24) pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Programa Conjunto da ONU para HIV/Aids (Unaids).

 
Esse número significa um crescimento de 400 mil infectados, se comparado às 33 milhões de pessoas infectadas em 2007. Porcentualmente, a alta é de 1,2%.

 
O relatório acrescentou, no entanto, que mais pessoas estão vivendo mais tempo com a doença, por conta da disponibilidade de medicamentos para o tratamento do HIV.

 
"O número de mortes relacionadas à Aids caiu em mais de 10% nos últimos cinco anos ao passo que mais pessoas ganham acesso a medicamentos que salvam a vida", acrescentou.


Fonte: G1

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