Publicado em: 20/08/2009

Raul Seixas: 20 anos da morte do visionário do rock brasileiro

 

Por: Verônica Lima

 

Toca Rauuulll! Quem nunca ouviu esse pedido, gritado ao fundo de um show de uma banda qualquer, seja ela de rock ou não, famosa ou apenas 'de garagem'? O que faz com que Raul Seixas seja lembrado como um ícone, principalmente das bandas de rock e pop do país? Se você ainda não falou "toca Raul" num show, ainda vai falar depois de conhecer um pouco mais desse cantor e compositor que marcou mais de uma geração no Brasil. Na sexta-feira (21), faz 20 anos da morte do maior roqueiro que a Bahia já teve.

Raul dos Santos Seixas é considerado um dos pioneiros do rock no Brasil. Nascido em 1945 na cidade de Salvador (BA), sua principal característica era ser um homem à frente de seu tempo. Sempre ancorado em suas influências nordestinas, Raul usou seu fascínio pelo rock para congregar pessoas que levaram o ritmo que mudou o mundo para várias partes do Brasil.


Trajetória
22 discos entre 1968 e 1989, incluindo inéditos e reedições. Ao longo de sua carreira, contou com a parceria de outros nomes consagrados, como Sérgio Sampaio, Paulo Coelho e Marcelo Nova. Além da música, ler e escrever eram grandes paixões de Seixas, que teve a polêmica sempre ao seu lado. Letras fortes e com conteúdo que revelavam a sua personalidade marcante e reflexiva são referências para várias gerações amantes do rock no Brasil.

Outra polêmica que sempre o acompanhou foi o vício em álcool. Foram várias internações para desintoxicação, mas que nunca o livraram da deperndência. Os problemas com alcoolismo potencializaram outras complicações em sua saúde, como o diabetes, que o levaram à morte no dia 21 de agosto de 1989. Como toda lenda do rock, Raulzito morreu jovem, aos 44 anos.

Mas o seu legado nunca morreu. Além de ser inspiração para grandes nomes da música brasileira e, sobretudo, influenciar milhões de pessoas que amam o rock, Raul Seixas continuou fazendo sucesso após a sua morte. Foram nove discos póstumos, sendo três deles de shows ao vivo.  Duas caixas com CDs e livros sobre sua vida também fizeram sucesso em 1995 e 2002.

E o que mais prova a sua importância para o rock brasileiro é a lembrança viva de suas composições em  novas e experientes bandas, que fazem questão de incluir suas músicas no repertório tanto pela qualidade, como também para atender aos pedidos de "toca Rauuullll".


Veja alguns vídeos da carreira do cantor:





Publicado em: 15/07/2009

Evolução do som pelos anos - estilos e o rock atual

Com tantas vertentes culturais e musicais, fica difícil definir o que é rock hoje. Para a mídia, parece ser tudo aquilo que tem guitarra com distorção e bateria. Para as pessoas mais velhas que não conhecem muito esse tipo de música, é algo “cheio de gritaria”. Mas será que é isso mesmo?

 

Primeiro é necessário saber o que é o rock. Com certeza você, leitor, já deve ter visto em algum outro lugar que o rock é um gênero musical e cultural que tem suas raízes datadas em 1930, mas que veio a tomar uma forma melhor delineada depois da Segunda Guerra Mundial. Musicalmente falando, é uma mistura de ritmos do blues, do música country americana, da música clássica e até música Gospel. Como cultura e estilo, seguiu o mesmo caminho - um híbrido de todas as culturas envolvidas nos sons que baseiam a música.

 

Daí pra frente, o que uma vez fora denominado como rock, sofreu inúmeras transformações de ritmo e ideais pelos anos. Movimentos como a contracultura nos Estados Unidos contribuíram bastante com essa morfose, que foi se espalhando pelo mundo. O som foi diluindo-se com culturas locais e acontecimentos temporais, criando novos “sub-estilos” (algo similar aconteceu conosco aqui no Brasil com a moda de viola e o sertanejo, por exemplo), que tambem são chamados de “rótulos”. Assim, é muito comum as pessoas falarem termos como Punk Rock, Heavy Metal e Hardcore, para especificar o tipo de rock que elas gostam.

 

Tá mas, e daí? Como é que fica o dia do rock nessa história?

 

Particularmente, eu gosto da idéia de celebrar a data, já que o movimento do rock é mais que música. É estilo de vida, de pensamento, de atitude. Encaro como um dia em que as pessoas que gostam dessa cultura deveriam remeter-se a lembrar das origens, e não do cenário atual, que infelizmente tornou-se banalizado pelo comércio e a mídia. A pressão e a autoridade das gravadoras sobre os artistas fez com que a qualidade da produção musical diminuísse consideravelmente, já que o objetivo tornou-se o lucro em capital. (O capitalismo acabou com a música? Hahaha!).

 

E não se esqueça das novas vertentes! O que todos hoje chamam vulgarmente de rock está longe de ser a proposta inicial do gênero. O rock de hoje é o bisneto do rock and roll de 1950. Novos instrumentos, novas técnicas, novas tendências. Hoje é o “rock – alguma coisa”. Rock alternativo, Pop Rock, Rock Emo, entre outros. Mas isso é normal e era de se esperar. A música é só uma reflexão do que acontece com um indivíduo e sua comunidade. Afinal, toda a humanidade sofreu mudanças e mudou seus gostos de sessenta anos para ca. Lembre-se que o rock já é uma fusão entre culturas e estilos.

 

No entanto, se você é saudosista, com certeza, sabe do que eu falo. A musicalidade original do rock and roll mudou muito, alcançou outros níveis. O problema é a generalização. Devemos saber definir e distinguir o tipo de som que toca. Nem tudo que tem bateria, grito e guitarra com distorção e ROCK AND ROLL, poxa!

 

Rodrigo Santos Rodrigues, 20, estudante de análise de sistemas

Publicado em: 13/07/2009

FAÇA PARTE DESTE BLOG

Você tem uma banda que toca muito? Conhece alguém que curte rock e quer aparecer por aqui? É fácil! Mande suas dicas, vídeos e sugestões pra gente e nos ajude a deixar este blog cada dia mais completo!!

Publicado em: 13/07/2009

“O que conta na arte são as exceções e não a regra” - Marcelo Nova

 

 

 

Por Verônica Lima

 

Aos 57 anos, o roqueiro Marcelo Nova é um dos ícones do estilo no Brasil, e conhecido no mundo todo. Nova foi um dos criadores do grupo Camisa de Vênus e parceiro de Raul Seixas. Está na estrada há mais de 25 anos fazendo rock puro e visceral, permanecendo fiel ao que acredita.

 

Com um texto cada vez mais burilado, em que compartilha sua experiência de vida e suas impressões, Marcelo Nova estabelece um contraponto com sua musicalidade vigorosa, envolvente e original, conquistando a essa altura três gerações de fãs do rock de qualidade.

 

O roqueiro foi convidado para tocar numa casa de shows em Bauru. Em entrevista exclusiva ao TEMMAIS, ele fala do rock atual e de suas motivações para continuar na estrada.

 

TEMMAIS: Na Virada Cultural, você tocou com os Panteras, a primeira banda do Raul Seixas, com quem você fez parceria. Como foi essa experiência?

Marcelo Nova: Os Panteras foram os meus Beatles, a banda que ouvi desde adolescente. O primeiro show de rock que assisti foi deles, em Salvador. Não havia mais nada de rock no Brasil. Depois de 40 anos, tocar com eles é um prazer inenarrável. É o que faz valer a pena.

 

TEMMAIS: O que você acha de propostas como a da Virada Cultural 2009, de homenagear os anos 80?

Marcelo Nova: Toda experiência que tenta reviver o passado é infrutífera porque o passado não volta nunca mais. Isso acaba virando nostalgia. Os anos 80 foram uma “porcaria”, eu estava lá. Não havia nada que fosse espetacular. As pessoas envelheceram e deixaram de viver as experiências que se permitiam naquele tempo. Hoje, a maioria dessas pessoas está insatisfeita. Então, não é o passado que era bom, mas a vida presente que não está boa.

 

TEMMAIS: Qual a sua opinião sobre o rock feito hoje no Brasil?

Marcelo Nova: O que conta na arte são as exceções e não a regra, que só confirma que temos 90% de “porcaria”. Isso não só no Brasil, mas também no mundo, como na Inglaterra e nos Estados Unidos. Hoje, temos apenas repetições de fórmulas que já deram certo e que se consagraram em algum momento. Bandas que tenham algo a dizer, que tenham certa originalidade são raras. A maioria das bandas faz apenas exercício de comercialismo no sentido mais rasteiro dessa expressão, para apenas conquistar mercado.

 

TEMMAIS: E quais são as suas motivações?

Marcelo Nova: Eu faço música por uma necessidade orgânica, emocional. Não que eu não goste de dinheiro, pelo contrário. Adoro viajar e preciso de dinheiro para isso, sou consumista. Não estou fazendo um discurso contra o capitalismo, mas sim uma concepção individual. Eu sou um cara de sorte, porque não faço música pra ninguém, faço música pra mim, não me importo se vão gostar. Mas sou um cara de tanta sorte porque que existem milhares de pessoas que gostam do que eu faço e ainda me pagam pra tocar. Eu não sigo a cartilha de ninguém eu fiz a minha própria cartilha.

Publicado em: 13/07/2009

“Me considero um poeta urbano”

 

 

 

Por Hildeberto Alves Júnior

 

O cantor Jorge Ben Jor, que se apresentou em Santa Bárbara d´Oeste, deu um tempinho em sua maratona de shows para conversar com a gente do Portal TEMMAIS. Entre outras coisas Jorge diz adorar o público da Virada. Confira.

 

Qual é o segredo para você continuar arrastando multidões em seus shows, após anos de carreiras?

Me considero um poeta urbano. Acho que canto o que as pessoas gostam de ouvir, e tem o swing das músicas. Adoro quando as pessoas regravam as minhas músicas e dão um toque diferente nelas. Gosto de estar na estrada, faço em média 23 shows por mês.

 

Qual foi o show de maior público que você já fez ?

O show de maior público meu foi no Rio de Janeiro na praia de Copacabana.

 

Qual show que foi inesquecível para você ?

Foram vários , mas posso citar dois nos quais eu me emocionei. Um foi no Credicard Hall em São Paulo e outro foi no Olímpia (também em São Paulo) em 93 na época que a música W Brasil estava estourando nas rádios de todo Brasil.

 

No seu último CD tem uma música dedicada aos Emos, qual foi a motivação para você fazer essa música?

Então, no prédio onde eu moro tem um grupinho de emos, eu sempre fiquei observando eles, daí surgiu a idéia de fazer a música. Me identifico um pouco com eles, me sinto triste às vezes também.

 

Qual sua opinião sobre o cenário musical brasileiro atual. Qual músico da nova geração que você admira?

Acho que tem muita coisa boa rolando por ai ultimamente. Eu gosto muito do Simoninha, Max de Castro e do Jairzinho. O Max inclusive gravou um cd com músicas minhas

 

Quais são os seus projetos profissionais para o futuro?

Devo entrar em estúdio no final do ano e talvez grave um DVD também. O último que gravei foi um acústico, mas não pretendo fazer mais acústicos , pois meu público é formado 90% por jovens, então só toco guitarra. Violão só toco em casa.

Publicado em: 13/07/2009

Ludov ganha destaque depois de ganhar prêmio na categoria independente

 

 

 

Por Natália Clementin

 

Certamente o Ludov pulou de alegria após o convite para tocar na Virada Cultural. A banda fofa, com vocalista feminina, ganhou destaque após faturar em 2004 prêmio no VMB na categoria independente. Recentemente, o grupo foi convidado pela Disney para regravar em português canções do filme High School Musical. Será que o convite assustou a banda? Confira.

 

Como foi a formação da banda?

O Ludov se formou em 2002. Alguns de nós já tocávamos juntos em outra banda, tínhamos ficado uns meses sem tocar antes de começar o repertório do Ludov. O tipo de música acho sempre difícil definir. Aliás, não só difícil, mas pelo menos para nós mesmos, inaconselhável. O legal do Ludov é absorver todas as nossas influências - samba, tango, erudita num formato de banda de rock.

 

A música sofreu mudanças estéticas comparadas com o início?

Claro, nossa música muda constantemente, junto com nossas mudanças pessoais.

 

Como rolou o convite da Disney para fazer versões das músicas do High School Musical?

Ligaram diretamente pra gente interessados em uma banda que pudesse fazer uma versão original e autêntica da música do filme. De certa forma, conseguimos manter a cara do Ludov, por difícil que seja defini-la, nessa versão.

 

Vocês ficaram preocupados em não ser exatamente o público que vocês atingiam?

Pelo contrário, ficamos muito felizes com a possibilidade de atingir um público diferente daquele que estávamos habituados

 

Como foi ganhar o VMB em 2004 na categoria independente? Isso mudou a história da banda como?

Esse prêmio foi bacana porque realmente não esperávamos, e acabou abrindo portas, tornando a banda um pouco mais falada, mais conhecida.

Publicado em: 13/07/2009

Sepultura enche Rio Preto de energia e muito metal

 

 

 

Por Natália Clementin

 

Quando a maldição foi lançada, poucos imaginavam que aqueles despretenciosos garotos iriam voar tão longe. Como muitos sabem o SEPULTURA nasceu como uma brincadeira no começo dos anos 80 na cidade de Belo Horizonte. Mas o destino foi generoso, e não brincava, quando colocou no caminho do metal os integrantes da banda. O vocalista Andréas conversou com o TEMMAIS e contou sobre sua expectativa para tocar em Rio Preto e, suas apostas para o futuro do heavy metal.

 

Como é fazer tanto sucesso no mundo todo? Os fãs no exterior são diferentes dos brasileiros?

Não são muito diferentes não, todos escutam as mesmas musicas e tem os mesmo ídolos, claro que ha diferenças culturais de país para país, mas de maneira geral agem da mesma forma.

 

Vocês usam a internet para divulgar os trabalhos da banda?

Com certeza, é o caminho mais rápido de se atingir as pessoas. Nós temos o nosso site oficial (www.sepultura.com.br), a pagina no myspace, facebook, orkut etc...

 

O público de vocês no exterior é forte, ainda estão tocando por lá? Como está esse relacionamento com os fãs internacionais?

Nunca paramos de tocar, acabamos de voltar da Europa onde fizemos a primeira parte da tour do A-lex, tocamos com o Iron Maiden na Argentina, com o Saxon na Inglaterra e agora no verão Europeu voltaremos para os festivais.

 

Como vocês vêem as bandas que tocam heavy metal hoje? Eles seguem as origens do som?

Cada um tem uma influência. O metal sobrevive assim, integrando estilos e características diferentes para se manter vivo e forte.

 

Quais são as bandas que vocês veem como destaque no cenário atualmente? Tem alguma aposta independente?

Claustrophobia, Torture Squad e muitas outras que tem grande potencial para uma carreira de sucesso

 

O que vocês ouvem de música brasileira?

Eu gosto muito de Villa Lobos, João Pernambuco, Garoto, Baden Powel, são grandes compositores para o violão. Gosto de Titãs, Paralamas, Ira, Pitty, Skank etc.

Publicado em: 13/07/2009

TEMMAIS conversa com a cantora Marina Lima

 

 

 

Por Roberta Steganha 

 

Marina Lima se destacou no cenário nacional devido a sua voz sensual e músicas marcantes, que passam de geração a geração com o mesmo brilho e mensagem universal. Já são quase trinta anos de carreira.

 

Sua estreia na cena musical se deu com o álbum “Simples Como Fogo”, em 1979 e desde então ela não parou mais. Inicialmente a cantora usava apenas o nome Marina, mas na década de 90 adotou o último sobrenome ao nome artístico. Entre seus sucessos estão "Pra Começar", "Ainda É Cedo", "À Francesa", "Não Sei Dançar", "Uma Noite e Meia", "Eu Te Amo Você".

 

Por isso, para saber mais sobre sua carreira e vida, a equipe do TEMMAIS conversou com a cantora durante sua passagem por Bauru. Confira a entrevista na íntegra.

 

TEMMAIS: Você nasceu no Rio de Janeiro, mas morou muito tempo nos Estados Unidos. Como foi isso?

Marina Lima: Meus pais nasceram no nordeste, mas eu nasci no Rio de Janeiro. Fiquei muito tempo fora, morei oito anos nos Estados Unidos. Eu morei duas vezes lá e voltei pra cá na primeira vez com uns 12 anos. Aí quando fui prestar vestibular eu não sabia que rumo tomar, aí eu voltei para os Estados Unidos pra estudar música.

 

TEMMAIS: Seu irmão Antônio Cícero foi um grande parceiro em sua carreira. Como é a relação de vocês?

Marina Lima: Meu irmão participou de muitos discos meu. A gente é muito ligado, afinal temos o mesmo pai e a mesma mãe, então não tem como. Embora nós tenhamos uma forma diferente de nos expressar, nós temos uma forma de pensar similar, mas cada um tem um talento.

 

TEMMAIS: Você ficou um tempo afastada do cenário musical. O que aconteceu?

Marina Lima: Pra mim não foi tão longo, porque eu estava estudando, então ainda estava ligada a música. Eu precisava descobrir, aliás, me redescobrir. Eu assinei um contrato muito cedo. Eu tinha 17 anos, então virei profissional muito cedo e foi muita correria. E eu sou uma pessoa organizada, sou virginiana, então precisei entender o que estava acontecendo.

 

TEMMAIS: Em entrevista à revista “Joyce Pascowitch”, você falou sobre seu relacionamento com a cantora Gal Costa quando tinha apenas 17 anos. Você esperava uma repercussão tão grande?

Marina Lima: Eu não tenho o que comentar, até porque eu não falo com a Gal há anos. Mas, eu não esperava essa repercussão, porque na verdade eu sou artista e não jornalista. Com a internet parece que a gente esta numa espécie de Big Brother. Então, na verdade, o que eu fiz foi dar uma entrevista longa de oito páginas sobre impressões da minha vida e do mundo pra uma revista de uma mulher que é muito minha amiga, a Joyce Pascowitch. Ela é amiga minha de mais de dez anos, então não tinha porque não falar com uma mulher da minha idade, ainda mais porque eu sei que o contexto ia estar dentro do que eu falei. Então eu não esperava essa repercussão, eu tomei um susto. Mas acabei achando graça porque eu não esperava. Eu não sei nem se a Gal acha alguma coisa, ficam falando, mas ninguém sabe se disse mesmo. É tanta loucura e eu não fiz nada, eu só dei uma entrevista, e eu não falei com ninguém, não fui atrás de ninguém.

 

TEMMAIS: Como é sua relação com a internet?

Marina Lima: A globalização encurtou distâncias. A internet é muito interessante, não tem como ignorar isso. O meu site é uma coisa minha, é um lugar sobre mim. Eu coloco o que eu quero mostrar, fotos de shows, algumas coisas da intimidade e pensamentos de coisas que quero postar. Então tem um blog onde eu escrevo duas vezes por semana sobre assuntos que me interessam.

Publicado em: 13/07/2009

TEMMAIS conversa com os integrantes da banda Vanguart

  

 

Por Vanessa Travassos

Formado por Hélio Flanders (vocais, violão, gaita), Reginaldo Lincoln (baixo), David Dafré (guitarra), Douglas Godoy (bateria) e Luiz Lazarotto (teclado), o Vanguart é uma banda que se destacou através da internet. Um grupo de amigos que veio de Cuiabá está conquistando o Brasil inteiro com o seu estilo folk rock. O álbum de lançamento leva o nome da banda chamou a atenção da mídia desde que chegou às lojas. O projeto que rendeu frutos como:

 

Vídeo Music Brasil 2008 – categoria Banda Revelação

Prêmio Multishow 2008 – categoria Revelação

Prêmio DYNAMITE 2008 – categoria Melhor Álbum Indie Rock

 

Para saber os próximos passos da banda, a equipe do TEMMAIS conversou com os integrantes da Vanguart durante a passagem deles por Sorocaba. Confira a entrevista.

 

TEMMAIS.COM: Como surgiu a formação da banda?

Hélio Flanders: Nós nos conhecemos no cenário de música independente, em Cuiabá. Eu tinha um projeto que era o Vanguart, mas só voz e violão e queria colocar isso em prática no palco. Foi quando eu chamei os melhores músicos que eu conhecia: o Reginaldo, o David, o Douglas e Luiz para unir o útil ao agradável, em 2005.

 

TEMMAIS.COM: Vocês têm um estilo musical diferente, o folk rock, como é a aceitação do público brasileiro com esse som?

Hélio Flanders: Nós tocamos o folk rock, que é menos rock, um estilo que tem influências dos Beatles, por exemplo. Já viajamos praticamente pelo Brasil inteiro, tem apenas quatro estados que ainda não fomos fazer show. O público é receptivo com esse estilo de música. Por exemplo, no nordeste as pessoas são mais “calorosas”, já em São Paulo nem tanto. São reações diferentes, mas a aceitação do estilo musical é muito boa.

 

TEMMAIS.COM: A internet contribuiu de maneira positiva pra banda?

Hélio Flanders: Sim, a internet só contribuiu de maneira positiva. Ajudou na divulgação do nosso trabalho. Foi uma ferramenta fundamental para divulgarmos o nosso som para as pessoas ouvirem e, até hoje as pessoas continuam baixando as nossas músicas, eu acho isso ótimo.

 

TEMMAIS.COM: Vocês acabaram de gravar o primeiro DVD da banda? Como foi essa experiência?

Hélio Flanders: Sim, nós gravamos agora no início de dezembro. Trabalhamos com profissionais de peso. É uma responsabilidade muito grande, um processo de muita dedicação, mas foi maravilhoso, nós ficamos lisonjeados. Marca uma outra fase da banda. Temos a previsão de lançar o DVD em março de 2009.

 

TEMMAIS.COM: Além de compor as próprias músicas, vocês cantam em português, inglês e espanhol. Essa mescla de idiomas é natural ou vocês criaram um estilo para ser diferente no mercado musical?

Hélio Flanders: Não, é natural. Eu já compunha em inglês, de onde vêm as minhas influências. Com o tempo tive a necessidade de compor em outros idiomas, foi quando fizemos letras em espanhol, mas é claro que a melhor maneira de se comunicar com o público é o português. No começo senti um preconceito por nós cantarmos em inglês, mas agora não sinto mais.

 

TEMMAIS.COM: Qual o contexto da música “"Los chicos de ayer"?

Hélio Flanders: Eu morei na Bolívia um tempo, a América Latina mexeu muito comigo. Foi quando eu quis fazer essa canção, pois Cuiabá é mais próxima da Bolívia, do Peru e do Chile, do que de São Paulo. Enfim, é uma homenagem à Cuiabá fala um pouco das ruas, da solidão, dos sentimentos.

Publicado em: 13/07/2009

Mistura de Fresno e Forfun

Por Natália Clementin 

 

A mistura de Fresno e Forfun Rio Preto foi palco de uma fusão no mínimo diferente. Fresno, Forfun e integrantes das bandas Hateen, Aditive e Fake Number, além do rapper Cabal, dividiram o palco e os gritos dos quase 2,5 mil pessoas que lotaram o Automóvel Clube neste domingo. O Estúdio Coca-Cola Zero aproximou jovens de seus ídolos e repercutiu a música e a mistura de estilos das bandas.

 

Com exclusividade, o Temmais.com entrevistou Danilo Cutrim, vocalista do Forfun e Lucas Silveira, vocalista do Fresno, após o show e conta para você o que eles acharam da mistura.

 

Como foi a fusão com o Fresno. O que você achou do show?

Danilo Cutrim: Eu gostei muito, achei maravilhoso. Acho incrível esse encontro porque o Fresno é uma banda que conhecemos há muito tempo, inclusive o Hateen e o Aditive. Já tocamos juntos a 4 ou 5 anos atrás num evento como esse, com uma estrutura tão legal. É maravilhoso tocar com músicos como o Tavares (guitarrista do Fresno, que está ao lado prestando atenção na entrevista), lindo, estou emocionado (risos).

 

Quando vocês ensaiaram juntos com o Fresno, deu tudo certo ou demorou para a mistura rolar?

Danilo: O ensaio foi tudo bem, foi tudo lindo. Foi muito bom reencontrar os amigos e tocar com eles. Foi uma grande e boa oportunidade.

 

O Forfun acabou de lançar um CD, mas primeiro, o distribuíram pela internet, porque?

Danilo: Primeiro é a naturalidade, fazemos muitas coisas pela naturalidade. A idéia é que as pessoas ouçam a música principalmente. É mais fácil a galera baixar do que comprar o CD hoje em dia. Antes de vender o CD, queremos que as pessoas ouçam as músicas e puxando na internet, as pessoas ouvem mais. Chegamos a marca de 200 mil downloads em três semanas. Daqui a uma semana, o CD está chegando às lojas e tomara que venda bem também.

 

Missão cumprida nesta fusão?

Danilo: Estamos extremamente felizes com o que fazemos. Gostamos da nossa música, é sincera. Estou completo, poderia morrer amanhã que não teria problema nenhum.

 

O que você achou do show com o Forfun?

Lucas Silveira: A fusão foi uma coisa saudável e muito legal. Todas as músicas que nós tocamos com eles, fora os covers, já tínhamos feito em shows normais, sem ter esse projeto por trás. Foi muito fácil, deu para ensaiar. Quer dizer, no ensaio nem ensaiamos, ficamos brincando e tocando de tudo, foi uma diversão paga muito boa e que no show refletiu também. No palco é muito mais uma festa, porque o show é mais despretensioso que qualquer outra mídia, como um programa de TV, por exemplo. Então fizemos essa coisa meio largada, despretensiosa e que a galera gostou muito.

 

Dois dos quatro integrantes da Fresno também são de outra banda, a Abril. Como rolou esse contato e o que fez com que vocês chamassem outro integrante da mesma banda?

Lucas: A Abril oferecia um perigo mercadológico para nós então resolvemos fazê-los tocarem na Fresno (risos). Brincadeira. Eles são amigos nossos, foram os primeiros nomes que surgiram e sabíamos que estariam dispostos a estarem juntos. Um dia depois que chamamos o Tavares, ele já estava tocando em um show com a banda. O Bell também faz uns sete meses que está na Fresno e rolou de imediato.

 

Hoje, percebo um crescimento no público da Fresno muito grande. Vocês saíram da internet para a mídia e isso foi também resultado de um investimento da gravadora. Como vocês lidam com isso?

Lucas: O público cresceu muito, isso é evidente. Mas esse público que cresce é fruto de um trabalho muito mais da gravadora do que nosso. Continuamos a ser a Fresno e o investimento de divulgação da gravadora é que faz chegarmos a tantas pessoas e isso aumenta o público.

Rock. Todos os direitos reservados.2010