Publicado em: 19/08/2009Igreja Matriz Sant´Ana |
A igreja matriz de Sant´Ana foi uma das escolhidas para concorrer ao símbolo da cidade de Itapeva. Mas você sabe quem foi a santa que deu o nome a esta igreja? Santa Ana ou foi mãe da Virgem Maria e avó de Jesus Cristo. Os dados biográficos que sabemos sobre os pais de Maria foram legados pelo Proto-Evangelho de Tiago, obra citada em diversos estudos dos padres da Igreja Oriental, como Epifânio e Gregório de Nissa. Sant'Ana, cujo nome em hebraico significa graça, pertencia à família do sacerdote Aarão e seu marido, São Joaquim pertencia à família real de Davi. Seu marido, São Joaquim, homem pio fora censurado pelo sacerdote Rúben por não ter filhos. Mas Sant'Ana já era idosa e estéril. Confiando no poder divino, São Joaquim retirou-se ao deserto para rezar e fazer penitência. Ali um anjo do Senhor lhe apareceu, dizendo que Deus havia ouvido suas preces. Tendo voltado ao lar, algum tempo depois Sant'Ana ficou grávida. A paciência e a resignação com que sofriam a esterilidade levaram-lhes ao prêmio de ter por filha aquela que havia de ser a Mãe de Jesus. Eram residentes em Jerusalém, ao lado da piscina de Betesda, onde hoje se ergue a Basílica de Santana; e aí, num sábado, 8 de setembro do ano 20 a.C., nasceu-lhes uma filha que recebeu o nome de Miriam, que em hebraico significa "Senhora da Luz", passado para o latim como Maria. Maria foi oferecida ao Templo de Jerusalém aos três anos, tendo lá permanecido até os doze anos. A devoção aos pais de Maria é muito antiga no Oriente, onde foram cultuados desde os primeiros séculos de nossa era, atingindo sua plenitude no século VI. Já no ocidente, o culto de Santana remonta ao século VIII, quando, no ano de 710, suas relíquias foram levadas da Terra Santa para Constantinopla, donde foram distribuídas para muitas igrejas do ocidente, estando a maior delas na igreja de Sant'Ana, em Düren, Renânia, Alemanha. Seu culto foi tornando-se muito popular na Idade Média, especialmente na Alemanha. Em 1378, o Papa Urbano IV oficializou seu culto . Em 1584, o Papa Gregório XIII fixou a data da festa de Sant'Ana em 26 de Julho, e o Papa Leão XIII a estendeu para toda a Igreja, em 1879.Em França, o culto da Mãe de Maria teve um impulso extraordinário depois das aparições da santa em Auray, em 1623. Tendo sido São Joaquim comemorado, inicialmente, em dia diverso ao de Sant'Ana, o Papa Paulo VI associou num único dia, 26 de julho, a celebração dos pais de Maria Santíssima. |
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Publicado em: 19/08/2009Casa da Cultura Cícero Marques |
Ao meio de inúmeras atribuições, Cícero Marques foi ex combatente da Revolução de 1932 e Prefeito Municipal de Itapeva no ano de 1948. A Casa da Cultura Cícero Marques é uma homenagem ao grande defensor da cultura itapevense. Cícero Marques nasceu em Itaberá em 17/08/1912, tendo falecido em Itapeva no dia 09/05/1985, vítima de uma parada cardíaca. Filho de Joaquim Marques da Sila (Seu Quinco) e de Adélia Queiroz Marques (Dona Délia), Cícero teve cinco irmãos: Álvaro, Francisco, Ariovaldo, João, Paulo, Marina e Cinira. Foi casado com a Nice de Almeida Marques, professora de francês e português, com quem teve cinco filhos: Fernando Paulo de Almeida Marques, Joaquim Leovegildo de Almeida Marques, José Roberto de Almeida Marques, Evandro de Almeida Marques e Cícero Marques Jr. Diplomado em Fármacia, formou-se em Direito na FMU (antiga Faculdade Metodista). Dedicou-se à vida pública, sendo prefeito municipal em Itapeva, no período de 1948 à 1951, ocasião em que iniciou a pavimentação da cidade (trecho da Dr. Pinheiro em frente ao Itapeva Clube). Cícero governou o município com dificuldades, devido às receitas pequenas e imensos problemas que se abateram por toda a nação, que sofria ainda os efeitos da 2ª Guerra Mundial. Mesmo assim, sob sua mão segura e firme, Itapeva progrediu e se expandiu. Foi no seu governo que surgiu o loteamento do antigo "potreiro" do matadouro, hoje a populosa Vila Bom Jesus. Foi um dos trabalhadores para a criação da Escola de Minas e Metalurgia, criada posteriormente. Em sua administração, foram instalados o primeiro supermercado (a Cooperativa Popular de Consumo de Itapeva), a Escola Técnica de Comércio e a Cooperativa dos Triticultores do Sul do estado de São Paulo. Fez a primeira ligação telefônica com a Capital e canalizou o córrego do antigo Mata Fome. Militou na imprensa itapevense, sendo ainda grande conhecedor da história de Itapeva. Filantropo, nos últimos anos de sua vida exerceu a presidência do S.O.S. - Serviço de Obras Sociais de Itapeva. Entre outras atividades, exerceu as de comerciante e agricultor. Em 15 de novembro de 1968, foi eleito vice-prefeito de Itapeva. Nas eleições de 1982, contribuiu decisivamente para a vitória do PMDB, que tinha como candidato o Dr. Antonio Guilherme Brugnaro. Ex-combatente da Revolução de 1932, Cícero Marques lutou na Frente de Cunha, no vale do Paraíba. Como um grande defensor da cultura, ele também incentivou as artes e a produção artesanal, merecendo ser o patrono da 1ª Casa da Cultura de Itapeva. |
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Publicado em: 19/08/2009Grupo Escolar de Faxina - EM Acácio Piedade |
Saiba quem foi Acácio Piedade, o ilustre cidadão itapevense, que deu o nome ao Grupo Escolar da Faxina. ACÁCIO PIEDADE nasceu em Itapeva no dia 07 de outubro de 1875 e faleceu em 25/10/1917. Filho de Ecídio Piedade e Francisca Leonel Piedade e casado com Leocádia de Mello, filha do Coronel Crescêncio Ferreira de Mello, Acácio foi maçom, advogado, provedor da Santa Casa, vereador, Presidente da Câmara Municipal nos anos de 1904 e 1917. Também foi eleito deputado estadual pelo 5° Distrito. Colaborou para a instalação do cinema no município, trabalhou para a melhoria da indústria e lavoura de algodão, trazendo desta forma a força da mão de obra européia, com a vinda dos imigrantes italianos. O escritório de advocacia ficava na rua de Santo Antônio e sua residência na rua Cerqueiro César (atual Ernesto de Camargo). Com a morte do Coronel Crescêncio, Acácio Piedade assumiu a chefia política da região, tendo trabalhado muito em favor da mesma. O jornal "O Tempo", de 04/06/1916, narra o assentamento da primeira pedra do edifício da Santa Casa local, a qual o provador Acácio Piedade colocou a primeira pedra nos alicerces da construção, sob o aplauso de grande multidão. Em sua homenagem, o Grupo Escola da Faxina, foi renomeado para "Grupo Escolar Cel. Acácio Piedade, além da rua das Tropas, que também recebeu o seu nome. Em "O Tempo", de 11/11/1917, Sinhô de Camargo escreveu sobre a morte de Acácio Piedade: "Acácio não morreu! Ele deixou por alguns instantes esta vida tão pesada, radiante, gozar, e cheio de glórias, em outras alvoradas. Gozar, sim, a primeira recompensa a paz de uma consciência justa, porque ele soube cumprir o seu dever, soube ser bom brasileiro, soube honrar a auri-verde bandeira pátria e que o amortalha no seu trágico pensamento." |
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